Seguro desemprego: como calcular o valor das parcelas

O seguro-desemprego é um direito ao trabalhador que foi dispensado do trabalho sem justa causa e que pode ser atribuído por três, quatro ou cinco meses.

As parcelas variam entre o salário mínimo e um teto, sendo atualmente estes valores de R$ 1.045,00 e R$ 1.813,03, respectivamente.

Para calcular o valor a ser pago é utilizada a média dos últimos três salários e uma tabela para saber em qual valor, entre o mínimo e o teto, o auxílio irá se enquadrar. Acompanhe os passos abaixo.

Passos para o cálculo

1. Calcular o salário médio dos últimos 3 meses

A primeira coisa a fazer é calcular a média salarial considerando os últimos três meses. Para efetuar o cálculo, primeiro some os três salários e divida o valor somado por 3.

Se for preciso, consulte os três últimos holerites e encontre os valores que foram pagos em salários na coluna de proventos.

O salário médio que foi encontrado é o que define o próximo passo, já que o valor deve se enquadrar em uma das linhas da tabela.

2. Calcular o benefício conforme a faixa salarial

Para encontrar o valor que vai receber em salário-desemprego é preciso considerar a tabela de cálculo atual:

Tabela do seguro-desemprego 2020
Faixa Média salarial Forma de cálculo
1ª faixa Até R$ 1.306,25 A parcela será de R$ 1.045,00 invariavelmente
2ª faixa Entre R$ 1.306,26 e R$ 1.599,61 Multiplicar o salário médio por 0,8 (80%)
3ª faixa Entre R$ 1.599,62 e R$ 2.666,29 O excedente acima de R$ 1.599,61 deve ser multiplicado por 0,5 (50%) e somado à parcela de R$ 1.279,69
4ª faixa A partir de R$ 2.666,30 A parcela será de R$ 1.813,03 invariavelmente

Para a primeira faixa, o valor encontrado não deve ser menor do que o salário mínimo, que atualmente é de R$ 1.045. Se for o caso, este será o valor do seguro-desemprego.

Exemplo na 1ª faixa

Se a média salarial calculada não passa dos R$ 1.306,25 não será preciso efetuar cálculo. Por exemplo, uma média salarial calculada em R$ 1.200.

Para qualquer valor nesta faixa, o benefício será assegurado de acordo com o salário mínimo vigente, de R$ 1.045,00.

Exemplo na 2ª faixa

Se a média salarial se encontra entre a primeira faixa, o seguro-desemprego será 80% do valor encontrado. Por exemplo, uma média salarial de R$ 1.450,00:

  • 1.450,00 x 0,8 = 1.120,00

O seguro-desemprego a ser pago será de R$ 1.120,00 nos próximos meses.

Exemplo na 3ª faixa

A segunda faixa inclui as médias salariais que se encaixam entre R$ 1.599,62 e R$ 2.666,29, como por exemplo, o valor de R$ 2.500.

Neste caso, primeiro será preciso encontrar a quantia que excede os R$ 1.599,62 e em seguida multiplicar por 50%. Ao final, é somada a parcela de R$ 1.279,69:

  • 2.500,00 - 1.599,62 = 900,38
  • 900,38 x 0,5 = 450,19
  • 450,19 + 1.279,69 = 1.729,88

O seguro-desemprego a ser pago será de R$ 1.729,88 nos próximos meses.

Exemplo na 4ª faixa

Se a média salarial calculada se encaixa na terceira faixa, não será preciso efetuar nenhum cálculo.

No exemplo anterior, se fosse efetuado um cálculo com a média no teto da faixa, que se encontra em R$ 2.666,29 o benefício seria de R$ 1.813,03.

Qualquer média salarial acima deste teto, como de R$ 3.000 por exemplo, o benefício será de R$ 1.813,03 pelos meses que forem atribuídos.

Número de parcelas do seguro-desemprego

A quantidade de parcelas atribuídas a quem ficou desempregado depende da quantidade de vezes que já solicitou o seguro e a de meses trabalhados anteriormente ao pedido.

Se é a primeira vez

Deve ter trabalhado pelo menos 12 meses nos últimos 18 meses antes do requerimento para ter direito ao seguro-desemprego.

Se comprovar entre 12 e 23 meses trabalhados, o trabalhador terá direito a 4 parcelas. A partir de 24 meses, terá direito a 5 parcelas.

Se é a segunda vez

Deve ter trabalhado pelo menos 9 meses nos últimos 12 meses antes do requerimento para ter direito ao seguro-desemprego.

Comprovados entre 9 e 11 meses, o trabalhador terá direito a 3 parcelas. Entre 12 e 23 meses, 4 parcelas e acima de 24 meses terá direito a 5 parcelas.

Se é a terceira vez

Deve ter trabalhado pelo menos 6 meses seguidos até à data da dispensa para ter direito ao seguro-desemprego.

Entre 6 e 11 meses, o trabalhador terá direito a 3 parcelas e entre 12 e 23 meses terá direito a 4 parcelas. Já se trabalhou mais de 24 meses, serão atribuídas 5 parcelas.

Como obter o seguro-desemprego

Para ter direito ao seguro-desemprego o trabalhador tem de ter sido dispensado sem justa causa. O requerimento pode ser feito de 7 a 120 dias após a data da demissão. Para empregados domésticos o período contado vai de 7 a 90 dias desde a demissão.

O pedido do seguro pode ser feito pela internet, no site do Governo Federal ou pelo aplicativo do SINE chamado "Sine Fácil".

O requerimento também pode ser feito presencialmente na DRT (Delegacia Regional do Trabalho) ou no SINE (Sistema Nacional de Emprego).

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