O que é IPCA?

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) é responsável por medir a variação dos preços de produtos e serviços para o consumidor final.

O IPCA é também considerado como o principal indicador para a taxa de inflação do período, no Brasil.

IPCA Acumulado e inflação anual

O IPCA é calculado a partir dos dados obtidos ao longo de 30 dias. Essa variação dos preços é comparada com um período base anterior, com os valores que se podiam adquirir uma certa quantidade de cada bem ou serviço.

As taxas mensais do índice podem ser somadas, e assim, se obtém a taxa de aumento dos preços para o ano, ou seja, a inflação acumulada para o período anual.

Tabela IPCA acumulado

Tabela IPCA 2019
Mês Valor Mensal (%) Acumulado no ano (%) Acumulado dos últimos 12 meses (%)
JAN 0,32 0,32 3,78
FEV 0,43 0,75 3,89
MAR 0,75 1,51 4,58
ABR 0,57 2,09 4,94
MAI 0,13 2,22 4,66
JUN 0,01 2,23 3,37
JUL 0,19 2,42 3,22

Todos os meses o IBGE disponibiliza os valores para o IPCA do mês, apresentando o acumulado para o ano e dos últimos 12 meses. Em 2018 a inflação acumulada foi de 3,75% no ano:

Tabela IPCA 2018
Mês Valor Mensal (%) Acumulado no ano (%) Acumulado dos últimos 12 meses (%)
JAN 0,29 0,29 2,86
FEV 0,32 0,61 2,84
MAR 0,09 0,70 2,68
ABR 0,22 0,92 2,76
MAI 0,40 1,33 2,86
JUN 1,26 2,60 4,39
JUL 0,33 2,94 4,48
AGO -0,09 2,85 4,19
SET 0,48 3,34 4,53
OUT 0,45 3,81 4,56
NOV -0,21 3,59 4,05
DEZ 0,15 3,75 3,75

No Brasil o índice IPCA é o valor determinado pelo governo como a taxa de inflação para o país e, também, como meta a ser seguida pelo Banco Central.

A partir de 2019 a meta passa a ser 4,25% ao ano com margem de 1.5 percentuais, ou seja, um mínimo de 2,75%. Em 2020 haverá outra redução para 4%, onde o mínimo deve ser 2,5%.

No ano de 2017 ocorreu a primeira inflação abaixo do mínimo, pelos 2,95% do ano. Os valores dos últimos anos são apresentados abaixo:

IPCA nos últimos anos
Ano Inflação acumulada (%)
2017 2,95
2016 6,29
2015 10,67
2014 6,41
2013 5,91
2012 5,84
2011 6,50
2010 5,91
2009 4,31
2008 5,90
2007 4,46
2006 3,14
2005 5,69

Vale lembrar que a maior inflação já registrada no Brasil aconteceu em 1993 onde o índice chegou a 2.477,15% no ano, pouco antes do Plano Real.

Como é medido o IPCA

Este índice é produzido pelo Sistema Nacional de Índices de Preços ao Consumidor (SNIPC), com base em estabelecimentos comerciais e de prestações de serviços, em diferentes regiões metropolitanas do Brasil.

O objetivo do IBGE, instituto que colhe os dados para análise, são os consumidores e suas famílias, com rendas entre 1 e 40 salários mínimos e suas despesas no mês.

As despesas consideradas são divididas em grupos que fazem parte do orçamento familiar:

  • Alimentação e bebidas;
  • Transportes;
  • Habitação;
  • Saúde e cuidados pessoais;
  • Despesas pessoais;
  • Vestuário;
  • Comunicação;
  • Artigos de residência;
  • Educação.

Além da variação dos preços, também são considerados os pesos que cada uma dessas despesas possuem dentro do orçamento familiar.

Pelos valores do IPCA dizemos que, quando ele aumenta, os preços aumentaram com mais intensidade, e quando diminui significa que os preços cresceram com menor intensidade. Se acontecerem valores negativos, houve uma deflação, ou seja, os preços realmente caíram.

Importância dos valores do IPCA

Ao servir como base para a inflação acumulada, o IPCA acaba por ter seu papel principal em indicar as taxas de rentabilidade de investimentos, já que se ficassem abaixo, gerariam um prejuízo aos investidores.

O IPCA serve, por exemplo, para a determinação da taxa básica de juros, SELIC. A partir dela é que se determinam a remuneração de investimentos ou as taxas de empréstimo.

Diferenças entre IPCA e o INPC

O sistema de coleta do IBGE também realiza nos estabelecimentos o levantamento dos preços para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), com a diferença de que a população pesquisada apresenta rendimentos entre 1 e 5 salários mínimos.

A faixa salarial é menor comparada ao IPCA, por isso, reflete com mais intensidade a variação dos preços às famílias de rendas baixas, com um peso maior para itens mais básicos, como alimentação.

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