Capitalismo Financeiro

O Capitalismo Financeiro, também conhecido por Capitalismo Monopolista, é uma fase do capitalismo que se iniciou ao final do século XIX.

Antes, houve duas fases que marcaram o capitalismo: Capitalismo Mercantil e o Capitalismo Industrial. A primeira com a intensificação do comércio exterior e a segunda pelo desenvolvimento das indústrias com o surgimento da máquina a vapor.

Após estes períodos, surgiram empresas de grande porte que se fortaleciam e enfrentavam menor concorrência do que a maioria dos comerciantes, e com isso, aplicavam preços maiores, conseguindo maiores lucros.

Adam Smith, em seu livro "A Riqueza das Nações", já alertava para o fato de que grandes empresas poderiam chegar a um nível de crescimento que outras não conseguiriam. Isso acontece, principalmente, com as empresas de capital aberto que crescem ao receberem investimentos por meio de ações. 

Características

Em resumo, podemos dizer que a fase do Capitalismo Financeiro:

  • Inicia-se com o desenvolvimento de empresas após o Capitalismo Mercantil e Industrial;
  • Algumas empresas crescem exponencialmente e dominam o mercado que estão inseridas;
  • Com a menor concorrência, ou até mesmo o monopólio, essas empresas cobram preços muito mais elevados, alcançando lucros altíssimos;
  • Crescem, ainda mais, a oferta de produtos financeiros, como as ações e títulos, que fazem estas empresas aumentarem ainda mais.

Crises do Capitalismo Financeiro

Com o capitalismo financeiro, vieram também as crises, sendo a primeira delas em 1929 com a quebra da Bolsa de Nova Iorque, onde várias ações desvalorizaram pela metade.

O mesmo aconteceu em 2008 com o surgimento da crise imobiliária nos EUA, devido a liberalização excessiva de créditos para a compra de casas.

Com a concessão de crédito imobiliário mais facilitado, por parte de bancos ou financeiras, muitos devedores não puderam pagar suas dívidas, o que levou a economia toda a uma grande recessão generalizada.